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Imagem e Posicionamento
Nosso trabalho parte da curadoria artística e cultural como método para a construção de identidades, narrativas visuais e posicionamento de marca com coerência simbólica e relevância contemporânea

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Workshop
Warhol estilo
& identidade:
a arte de transformar presença em assinatura pessoal
28/11/2025 16h
Niterói
Blog da Curadoria


Salvador Dalí vendeu quase tudo, menos a própria coerência
Em 1939, André Breton, que já tinha afastado Dalí do grupo surrealista, rearranjou as letras de seu nome e chegou a Avida Dollars. Era um insulto de ofício, escrito por um homem que acreditava que a arte devia permanecer a salvo do dinheiro e que o pintor catalão havia cruzado essa fronteira sem cerimônia. A acusação grudou na história da arte como um selo. Dalí, que raramente deixava um adjetivo sem uso, parece ter entendido que o apelido, dito em voz alta, só ampliava o per

Helton Messini
há 18 horas4 min de leitura


Antes de a roupa entrar: o que a passarela cenográfica ensina sobre onde um produto vive
Em setembro de 1998, os convidados de Alexander McQueen entraram no Gatliff Warehouse, uma antiga garagem de ônibus em Londres, para ver a coleção que ele chamou apenas de No. 13, a décima terceira de sua carreira. O final do desfile dispensava passarela convencional. Uma modelo, Shalom Harlow, de vestido branco, subiu em uma plataforma giratória no centro do espaço. Dois braços robóticos, vindos de uma linha de montagem de automóveis, programados ao longo de uma semana, come

Helton Messini
5 de out.5 min de leitura


O que uma cadeira feita de sobras de madeira sabe sobre o valor daquilo que você esconde
Em 1998, o Museu de Arte Moderna de Nova York abriu uma exposição da série Projects, com curadoria de Paola Antonelli. De um lado, o alemão Ingo Maurer, que fazia luminárias com porcelana quebrada e post-its. Do outro, dois brasileiros do interior de São Paulo que quase ninguém conhecia fora de um círculo pequeno de revistas italianas: Humberto e Fernando Campana. Foram os primeiros designers brasileiros a expor no MoMA. O que levaram não parecia, à primeira vista, obra de mu

Helton Messini
27 de set.5 min de leitura


As marcas mais conectadas do mundo estão construindo lugares
Em meados de 2001, Steve Jobs levou jornalistas ao primeiro ponto de venda físico da Apple, num shopping de Tysons Corner, na Virgínia. Na abertura ao público, formou-se uma fila de mais de quinhentas pessoas. Poucos dias depois, a revista BusinessWeek publicou um comentário cujo título explicava por que as lojas da Apple não funcionariam. “Sorry, Steve: Here's Why Apple Stores Won't Work”. (Desculpe, Steve: eis por que as lojas da Apple não vão funcionar) O argumento era o d

Helton Messini
19 de set.5 min de leitura


Seu produto aparece na imagem, mas ele entra na vida de quem olha?
Quando pensamos em fotografar um produto, é muito comum começar pela pergunta mais imediata: onde vou colocá-lo? Escolhemos um fundo, procuramos uma luz bonita, organizamos os objetos ao redor e tentamos fazer uma boa fotografia. Contudo, existe uma pergunta anterior que pode mudar completamente o resultado: Em que situação meu cliente gostaria de se imaginar com esse produto? Parece uma diferença pequena. Não é. Uma joia fotografada sobre um fundo neutro pode mostrar com pre

Glauce Gabry
14 de set.2 min de leitura


O que a Bialetti entendeu sobre transformar um objeto em cultura
Existe uma cafeteira de alumínio, de formato octogonal, com um homenzinho de bigode estampado no corpo, que está presente em nove entre dez cozinhas italianas. Não é a mais eficiente das máquinas de café que o mercado já produziu, nem a mais bonita, se o critério for o design contemporâneo. E, ainda assim, quando alguém em qualquer parte do mundo quer evocar a ideia de Itália, de manhã, de casa, de ritual, é essa forma que aparece na imaginação coletiva antes de qualquer outr

Helton Messini
6 de set.6 min de leitura


Antes da assinatura: o que faz uma marca ser reconhecida?
Como alguém constrói uma linguagem tão própria que passa a ser reconhecido antes mesmo de vermos sua assinatura? Essa é uma pergunta interessante para levar à exposição Miró: Mestre das Formas, em cartaz no MAB FAAP, em São Paulo, até 12 de outubro de 2026, mas também para quem deseja compreender melhor a construção de uma marca autoral. Joan Miró criou um universo reconhecível: estrelas, pássaros, figuras humanas, linhas, formas orgânicas, cores e signos aparecem repetidamen

Glauce Gabry
30 de ago.2 min de leitura


Madeira, rede e repouso: o gesto autoral de Sergio Rodrigues
Rio de Janeiro, 1957. Sergio Rodrigues recebe o desafio de desenhar uma poltrona para representar o Brasil numa exposição internacional de design. O caminho óbvio seria seguir a gramática que dominava o design de móveis naquele momento: linhas rígidas, estrutura vertical, a lógica europeia de conforto como postura ereta e contida. Rodrigues fez o oposto. Olhou para a rede de dormir, para a cadeira de lona de varanda, para o jeito de sentar que já existia nas casas brasileiras

Helton Messini
22 de ago.3 min de leitura


Antes de comprar seu produto, o cliente já percebeu a sua marca.
O que a DW Rio 2026 nos lembrou sobre exposição, repertório, atendimento e percepção de valor Passar pela DW Rio 2026 foi um exercício de observação. Em meio a tantos trabalhos autorais, uma coisa ficou muito clara para nós: um produto nunca chega sozinho, ele vem acompanhado da forma como é exposto, dos materiais escolhidos, da história que a marca conta e da maneira como somos recebidos quando demonstramos interesse. Em alguns espaços, tivemos vontade de ficar. Perguntamos,

Glauce Gabry
16 de ago.3 min de leitura


O instante antes de você decidir que gosta de alguma coisa: uma nota sobre neuroestética e marcas autorais
Há um momento, muito antes de qualquer palavra, em que você já sabe se gosta ou não do que está vendo. Pense na última vez que passou em frente a uma vitrine e diminuiu o passo sem saber exatamente por quê. Ou quando parou de rolar o feed numa foto específica — não na legenda, não no preço, na imagem — e só depois, alguns segundos mais tarde, começou a formular um motivo. Ah, é a luz. É a composição. É a cor. Mas isso veio depois. Algo em você já havia reconhecido a beleza a
Luciana Bernardinello
7 de ago.4 min de leitura
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